Padres católicos, pastores evangélicos e demais líderes espirituais poderão entrar em qualquer presídio do país sem passar pela revista íntima — procedimento imposto aos parentes de detentos durante as visitas — e terão acesso total e irrestrito às dependências por onde os presos transitam.
As novas regras, publicadas no Diário Oficial da União nesta semana pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), do Ministério da Justiça, são alvo de críticas por parte dos trabalhadores do sistema penitenciário e até pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Novas regras
Confira os pontos mais controversos da Resolução nº 8, publicada em 9 de novembro no Diário Oficial da União:
Fica proibida a revista íntima de líderes espirituais que vão prestar
assistência religiosa aos presos.
Representantes religiosos poderão circular por todos os espaços onde os presos ficam.
Os religiosos poderão prestar atendimento individual e terão garantia do sigilo das conversas com o detento.
A quantidade de representantes religiosos deve ser proporcional ao número de presos na unidade.













